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Como funcionam os times que se sobressaem na incerteza

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    André Flores é facilitador e consultor na PrimeSail. Publicitário de formação e Pós-Graduado em Ciências do Consumo pela ESPM-SUL com especialização em Liderança para Crescimento e Mudança na Columbia University (EUA).

Ao longo dos últimos 7 anos, desenvolvemos mais de 8 mil executivos em contextos de incerteza. E pudemos identificar claramente alguns padrões de funcionamento dos times que performam bem em cenários desconhecidos. O mais interessante é que, conforme a pesquisa de J. Richard Hackman, esses padrões de funcionamento dependem mais da estrutura e condições fornecidas pelo líder do que das personalidades e competências individuais que se possui no time. Ou seja: independente do perfil do seu time, você pode ajustar o seu funcionamento. 

Neste artigo, vamos apresentar o nosso “Arquétipo da Descoberta”. Ele foi desenhado para tangibilizar a maneira de agir desses times que se sobressaem em cenários desconhecidos. Listamos as suas principais características de funcionamento e como agem para se manterem motivados enfrentando o desconhecido. Assim como para fazerem experimentações minimizando os riscos e encontrarem novas soluções para se adaptar mais rápido às mudanças de contexto.

O que é um arquétipo

O conceito de arquétipo foi cunhado por Carl Jung, como representação de um conjunto de comportamentos. A ideia é fazer uso de algum símbolo que já possua sentido em nosso inconsciente para expressar uma ideia a partir dele. Serve, então, como um modelo que nos dá um norte e tangibiliza uma forma de agir específica.

Cuidado com “verdades absolutas” e “modelos ideais”

Na PrimeSail, somos muito cuidadosos em jamais dizer que o time ou líder precisa funcionar de um jeito ou de outro. Você deve estar escutando e lendo por toda parte palavras de ordem de como deve funcionar. O que times precisam é ter um funcionamento adequado ao seu contexto e características. Por exemplo: times muito imaturos, se recebem autonomia acima do que estão preparados, podem cometer erros que o negócio não consegue absorver. Ou, ainda podem se desesperar por não saber lidar com a responsabilidade implícita.

O Arquétipo da Descoberta

Denominamos de “descoberta” por que nos inspiramos nas tripulações de exploradores. Eles navegaram por mares ainda desconhecidos, sem saber o que encontrariam pela frente. Os tripulantes das grandes navegações foram, na sua época, as equipes responsáveis por descobertas que moldaram o mundo que vivemos hoje. Assim como acreditamos que as equipes das empresas de hoje em dia podem fazer. Isso se seguirem suas lições de como se adaptar rápido aos cenários para encontrar caminhos nunca antes explorados. 

Acesse o Arquétipo da Descoberta

Quais são as características dos times que se sobressaem no desconhecido

Estamos vivendo um momento em que a grande maioria das equipes está em um cenário de enorme incerteza. E, nesse contexto, os times que se sobressaem são os que conseguem se adaptar mais rápido às mudanças e que normalmente carregam consigo um conjunto de cinco características:

1. Possuem autonomia no nível adequado:

Significa que possuem a autonomia (não é um regime de controle total) mas que ela é definida de acordo com a maturidade do time. Quer dizer que todos são protagonistas – o que não quer dizer que todos “brilham” mas que todos são accountable, que se empoderam como donos das suas atividades e agem com proatividade e senso crítico em relação a elas.

:: Para saber como definir o nível de autonomia ideal do seu time, leia este artigo.

2. Estão no mesmo barco:

Agem como se literalmente estivessem no mesmo barco. Trocam experiências, conversam e, por mais que desempenhem funções separadas, entendem a interdependência entre elas e mantém comunicação constante sobre o funcionamento de cada uma. Isso evita o erro “negligência”, que poderia ter sido evitado se a troca de informações tivesse sido mais eficiente. Além de permitir maior engajamento e consciência estratégica, ao entender o todo e perceber melhor sua participação e relevância no conjunto.

3. Os times entendem a estratégia e focam na execução:

Mesmo se o rumo precisar ser alterado devido às mudanças e incertezas, todos no time sabem que novo rumo estão seguindo e o porquê da mudança de estratégia naquele momento. Assim, conseguem assumir melhor seu papel de protagonistas e dar vazão na execução com menos supervisão. Isso permite aos líderes mais tempo para se dedicar ao estratégico. Assim como para focar na gestão do time e ler cenários, antecipando as próximas mudanças. E permite inclusive que os membros da equipe deem inputs estratégicos, o que pode enriquecer as ideias e acelerar a descoberta de novos caminhos.

4. Fazem experimentações – tolerando o erro e abominando a negligência:

Por serem protagonistas, evitam a negligência e aprendem uns com os outros para que erros evitáveis não sejam cometidos. Ao mesmo tempo, entendem o valor do erro inédito e experimentam novas ideias sem medo de julgamento ou punição. Entendem o feedback como forma de aprendizado e não de crítica. Da mesma forma que compreendem que a adaptação é um processo de testes, descobertas e, em última instância, também de aprendizagem.

5. Esses times focam na jornada:

Apesar de o cenário externo ser intimidador e gerar insegurança por não saber exatamente aonde se vai chegar, a tripulação encontra na jornada maneiras de se manter motivada independente do resultado final.

O conteúdo desse artigo é parte da nossa aula online e gratuita sobre Gestão de Times na Incerteza. Ela vai acontecer no dia 14 de maio, às 19h. Nela, vamos apresentar um método prático e ferramentas para gestores que estão precisando colocar seus times em “modo descoberta”. Para fazer sua inscrição ou ter mais informações, clique aqui.

De |2020-05-07T20:41:48+00:00maio 7th, 2020|Categorias: Conteúdos|0 Comentários

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