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Como lidar com o incontrolável? Entenda premissas e modelos!

Velejando a gente aprende que não tem jeito: dependemos do vento e controlar ele não é uma opção. Mais do que isso, muitas vezes prever ele também é algo complicado e impreciso. Cada vez mais esse cenário de incertezas, imprevisibilidade e mudanças constantes se faz presente no ambiente corporativo. Acreditamos que o mundo náutico pode trazer algumas lições importantes para gerar uma mudança de mindset no mundo dos negócios.

A mudança é a única constante

Herdamos da lógica industrial, já há tempos defasada, a ideia de que controle e previsibilidade são as ferramentas para se minimizar riscos e garantir eficiência. Hoje em dia, em um mundo tão conectado, dinâmico e imprevisível, essa lógica não faz mais sentido, e a sensação de controle é apenas uma ilusão perigosa de se acreditar.

O primeiro passo para conseguir virar a chave e aprender a navegar nesse ambiente incerto é se desapegar dessas ideias tão impregnadas na nossa maneira de trabalhar. Ao invés de direcionar nosso foco e energia para controlar o incontrolável e prever o imprevisível, devemos mudar nosso mindset para focar em como podemos agir frente a esse novo cenário.

Duas comparações sobre sucesso: o que as pessoas pensam que é sucesso (uma linha reta em direção ao topo), contra o que o que realmente é sucesso (uma linha cheia de curvas, altos e baixos, mas em direção ao topo)

Ideia de caminho para o sucesso na lógica industrial/previsível e na lógica digital/imprevisível.

Foco no processo

Se precisamos nos preocupar com o que podemos controlar, nossa maneira de trabalhar é certamente a coisa mais poderosa que podemos deliberadamente decidir como fazer. Ela é composta por nossos valores, atitudes, processos e relações humanas presentes no ambiente de trabalho, e determina o poder de criatividade, agilidade e adaptação que teremos frente aos nossos desafios.

Trabalho em equipe e planejamento não podem mais ser mecânicos, lineares e segmentados. É preciso criar mecanismos para dar espaço à diversidade de opiniões e ideias e explorá-las ao máximo para potencializar originalidade e inovação.

É necessário que o mindset de trabalho seja também de aprendizagem, encarando mudanças e imprevistos como oportunidades de agir diferente e obter resultados diferentes de maneira mais rápida, através de práticas que permitam e sustentem isso.

É preciso, acima de tudo, que exista foco em COMO fazemos as coisas, mais do que no O QUE fazemos. A forma de trabalho não pode ser apenas uma consequência automática do dia a dia. Devem ser processos pensados, criados e revisitados constantemente, focando em sustentar a colaboração, agilidade e inovação.

Uma comparação entre dois gráficos: projetos com sucesso e projetos fracassados. A explicação do gráfico está no texto do artigo (abaixo da imagem).

Projetos que priorizam inicialmente as decisões relativas ao processo (como fazer) e que continuam revisitando e ajustando essas decisões ao longo do tempo, fluem melhor e atingem melhores resultados. Enquanto isso, projetos que priorizam diretamente o conteúdo (o que fazer), conseguem resolver muita coisa em um breve período de tempo mas depois geralmente ”travam”, enfrentando dificuldades imensas por falta de alinhamento e eficiência do processo que não foi deliberadamente pensado, construído e acompanhado ao longo do projeto.

O poder da colaboração

‘’Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá junto’’. Essa frase traz a ideia de que o trabalho em equipe potencializa resultados, o que é verdade. Porém também deixa implícito que fazer em equipe é mais demorado, o que só é verdade em times com falta de colaboração. No cenário atual, estamos precisando cada vez mais de velocidade, muitas vezes até para poder aproveitar oportunidades que nos permitam alcançar determinados resultados.

A solução para fazer junto, chegando longe de forma rápida, é atingir o máximo da colaboração através do equilíbrio entre autonomia e alinhamento das pessoas. A colaboração existe com eficiência quando as pessoas se sentem seguras para expor suas ideias e assumir riscos fazendo coisas de maneira diferente. Exige que as pessoas tenham autonomia para agir com agilidade e originalidade, mas também exige que entendam o contexto do negócio, o impacto que podem ter e a sua responsabilidade com o todo.

É preciso entender, incluir e incentivar as pessoas a se expressarem e agirem, mas é igualmente necessário promover momentos de alinhamento, através de trocas de informações, co-criações e debates abertos.

Gráfico que ilustra a relação entre alinhamento e autonomia. A explicação entre os diferentes cenários está no texto do artigo (abaixo da imagem).

A colaboração atinge seu auge quando existe o máximo de autonomia e alinhamento simultaneamente.

  • Alta Autonomia + Alto Alinhamento = Cultura colaborativa e inovadora
  • Alta Autonomia + Baixo Alinhamento = Muita iniciativa mas de maneira caótica, sem direção
  • Baixa Autonomia + Alto Alinhamento = Cultura de conformidade, membros simplesmente aceitam e executam
  • Baixa Autonomia + Baixo Alinhamento = Indiferença, falta de iniciativa e direcionamento das ações

Pode ser assustador abrir mão do controle para dar autonomia à equipes e pessoas. E isso é normal, já que faz parte da mudança de mindset necessária para lidar com um cenário de imprevisibilidade. Porém, se entendemos que o mundo do lado de fora da organização é dinâmico, ágil, conectado e incontrolável, precisamos criar formas de trabalho alinhadas a esses desafios, permitindo que o lado de dentro funcione da mesma forma.

Ou seja…

Como não podemos prever e nem controlar o “vento”, precisamos nos adaptar ao cenário de incertezas que se faz presente no ambiente corporativo e tirar algumas lições importantes para gerar uma mudança de mindset. 

Para isso:

  • Tenha em mente que a mudança é fundamental para compreender como agir frente a esse novo cenário;
  • Não foque tanto no o que fazer, mas sim, em como fazer, no processo que existe por trás;
  • É possível fazer junto, chegando longe e de forma rápida, desde que você atinja o máximo da colaboração através do equilíbrio entre autonomia e alinhamento das pessoas.

Tem alguma coisa que você queira acrescentar? Compartilha conosco nos comentários. Além disso, críticas, elogios e feedbacks são sempre bem-vindos. No mais, fique à vontade para conhecer nossos treinamentos. Tenho certeza que você irá gostar!

A imagem tem ao fundo, pessoas unindo suas mãos em sinal de união de equipe. Na frente, o texto: "Team building trainings - Potencialize o trabalho da sua equipe". Após, um botão para clicar e saber mais sobre o treinamento.

De |2018-12-21T11:36:40+00:00dezembro 20th, 2018|Categorias: RH Estratégico|0 Comentários

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