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Estilos de Liderança: conheça os 3 principais e saiba como usá-los

Para você, o que torna um indivíduo um bom líder? Seria a capacidade de tomar decisões rápidas frente aos desafios encarados ou a capacidade de ouvir e aprender com os membros da equipe? Ou ainda, a eficiência para coordenar, exigir e entregar resultados ou de cooperar, engajar e alcançar objetivos coletivos?

Em uma embarcação, o capitão enfrenta diferentes situações em alto mar: desde a gestão da tripulação – composta por membros juniores e seniores – até calmarias, bons ventos ou fortes tempestades. Cada cenário, resultado de diferentes combinações de perfil de pessoas, contextos e situações, exige uma maneira específica de atuação do líder. Estar diante de uma tripulação em uma calmaria sem vento – que exige tranquilidade, paciência e alto poder de envolvimento para manter a equipe engajada – é muito diferente de liderar em uma tempestade – onde cada segundo pode custar a vida de um tripulante e uma postura mais enérgica e direcionadora é exigida.

Liderança x Contexto

Por mais que cada um possua características predominantes e estilos naturais de liderar, suas atitudes precisam ser conscientes de acordo com o contexto a sua volta. Por se deparar constantemente com cenários diversos, um capitão precisa aprender a navegar por diferentes estilos de liderança para alcançar o melhor desempenho da equipe e chegar mais longe. Assim como os capitães, líderes no mundo corporativo também precisam equilibrar sua maneira de agir de acordo com os diferentes desafios que se deparam no dia a dia, tomando decisões e ações conscientes com o contexto e pessoas a sua volta.

Mas como equilibrar os estilos de liderança? Como ser colaborativo sem deixar de direcionar o time? Como dar autonomia sem perder o controle? Para alcançar estas respostas é importante primeiro conhecer os principais estilos conceituais de liderança.

Estilos de Liderança por Kurt Lewin

Lewin foi um psicólogo dos anos 30 que desenvolveu importantes estudos nas áreas das relações humanas. Uma de suas principais publicações foi a Teoria dos Estilos de Liderança, apresentada por volta de 1935 – auge do período industrial. Sua teoria aponta 3 principais estilos de liderança: o Líder Autocrático, o Líder Democrático e o Líder Liberal (ou Laissez-Faire).

1. Líder Autocrático

Durante uma tempestade, o capitão precisa tomar decisões rápidas baseadas no seu conhecimento técnico e vivência em alto mar. Não existindo tempo ou possibilidade de conversar e ouvir opiniões, as decisões são unilaterais, o processo é centralizado e o discurso imperativo. Este é primeiro perfil de liderança: centralizador e dominador do processo da empresa. Ele pode ser utilizado de diversas maneiras e situações no dia a dia corporativo gerando bons e maus resultados para uma empresa.

Imagem com fundo azul, há um ícone de um organograma, demonstrando quem é o líder. Está escrito "centralizador e dominador"

Principalmente em procedimentos técnicos, como na construção civil – onde o líder possui maior capacidade técnica para demandar dos demais membros da equipe a realização de tarefas -, a liderança autocrática é vista como natural para conseguir gerir equipes de construtores respeitando normas de segurança e prazos de execução.

Como contrapartida deste perfil, empresas e processos que exigem maior criatividade e desenvolvimento da equipe tendem a resultados piores. Quando o perfil autoritário se torna a característica principal da liderança na empresa, a inovação, a criatividade e até mesmo o engajamento a médio e longo prazo ficam em segundo plano pela redução da troca, da conversa, do espaço para experimentações e do menor envolvimento dos times em relação às decisões estratégicas e operacionais.

Outro contexto que exige perfil mais direcionador – ou “autoritário” – é na gestão de times juniores ou inexperientes. O líder, ciente das metas e prazos da operação, pode tomar o controle total da equipe. Demandando ações específicas para alcançar o objetivo.

2. Líder Democrático

Existem diversas maneiras de agir frente a uma decisão. Um líder com uma tendência ao perfil autocrático irá decidir com base no seu entendimento e conhecimento. Já um líder democrático leva a situação para a equipe, dando voz para todos os participantes e se tornando um porta-voz do grupo. Segundo Lewin, este é o perfil com maior eficiência para gestão de equipes criativas e inovadoras. Líderes democráticos são abertos, incentivam a troca e o feedback como cultura da equipe, gerando engajamento e um ambiente propício a ideias.

Empresas de inovação, design e arquitetura – por exemplo – possuem processos criativos que exigem do líder um perfil democrático a respeito do caminho a ser seguido pela equipe. Metodologias como brainstorming e design thinking precisam ocorrer em ambientes seguros ao erro (confira o vídeo abaixo) para alcançar o melhor rendimento.

Em uma embarcação, o capitão utiliza da liderança democrática em momentos de definição ou revisão do planejamento da navegada. Além disso, em situações onde bons ventos permitem os tripulantes desenvolverem suas habilidades, aprender novas técnicas e testar sem medo de colocar a embarcação em risco; nestas condições, o capitão também pode aderir ao perfil democrático para criar um ambiente de confiança e troca.

O lado negativo deste perfil anda em paralelo ao perfil autoritário. O líder que utiliza muito do perfil democrático pode burocratizar processos e causar lentidão na tomada de decisão, perdendo gradativamente a performance da equipe se ela não estiver engajada.

3. Líder Liberal ou Laissez-Faire (deixe fazer)

A última descrição de liderança de Lewin é o líder “delegador”, ou liberal. Nos últimos anos, novas culturas e modelos de gestão causaram um crescimento exponencial na valorização deste perfil de líder. O Laissez-faire tem como base a autonomia total do indivíduo dentro da equipe. O líder resolve não interferir no processo e deixa a decisão para seus membros. Capitães com uma tripulação muito acostumada a velejar ou de alto desempenho, possuem o perfil majoritariamente liberal durante a execução de seus planos.

Imagem com fundo laranja e um ícone com uma pessoa sendo direcionada para onde ela quiser ir. Está escrito "autonomia do colaborador"

Todos no barco sabem a sua função, entendem o trajeto e conseguem agir em harmonia para alcançar o objetivo final. Em uma empresa, vemos diversos exemplos de ações laissez-faire nas relações dos departamentos com a direção principal. Setores com total autonomia para tomar suas decisões, gerir seu próprio planejamento e investimentos.

Dentro de equipes enxutas – como startups e núcleos de desenvolvimento -, os participantes precisam da autonomia para desempenhar suas funções. A principal ressalva deste perfil de liderança é quando o vento para de soprar. No estudo realizado em meados de 1930, Lewin constatou que grupos com lideranças 100% liberais ficaram sem objetivo ou direcionamento claro, causando discussões entre os membros e perda de controle da equipe.

Como equilibrar os perfis de liderança?

Como falamos, não existe um estilo mais eficiente do que o outro. Dominar os três estilos e saber aplicá-los no contexto correto é o que define um bom líder. Entender, também, que possuímos um perfil dominante em nossas características principais é essencial para analisarmos nossas atitudes e desenvolver habilidades que contribuam para o melhor rendimento da equipe. Atualmente, as relações profissionais são mais complexas e as atuações das pessoas nas empresas são qualificadas e exigem alto conhecimento técnico.

Os perfis de liderança, então, surgem como modelos de ações ou atitudes que um líder pode tomar frente a um novo desafio ou situação. Equilibrar estas três maneiras de pensar e agir é um processo de autoconhecimento, experiência e aprendizado. A capacidade de se manter em desenvolvimento é essencial e podemos descrever seu processo de maneira objetiva em três etapas principais:

Desenvolvendo uma Liderança Equilibrada em 3 Etapas

1 – Identificação do Perfil Comportamental

Entender a fundo o seu perfil comportamental é fundamental para o desenvolvimento da liderança, de forma que gere impacto real no dia a dia corporativo. Identificar os pontos comportamentais que cada pessoa expressa quando agrega valor e quais são os pontos que geram ruído no time. Diversas ferramentas contribuem para a identificação do seu perfil. Desde testes, como este disponibilizado pela VeryWell, à imersões completas no dia a dia de cada pessoa.

2 – Mapeamento dos desafios enfrentados pela posição

Qual o maior desafio na sua área? Qual o maior obstáculo presente no seu dia a dia? Como você lida com ele? Mapear seus desafios na posição de líder ajuda a elucidar quais são os pontos mais latentes que exigem seu perfil de liderança. Neste momento, o líder precisa refletir sobre o seu posicionamento frente aos obstáculos do dia a dia. Analisando, assim, se o seu modo de agir é eficiente para o seu desafio ou não.

3 – Plano de desenvolvimento

Após identificar seu perfil natural de liderança e mapear seus principais desafios, o cruzamento destas informações deve gerar um plano de ações e objetivos de desenvolvimento a serem trabalhados com prazos estabelecidos e mudanças na rotina para o desenvolvimento de skills necessárias. Este é um processo cíclico, devendo esta análise ser periódica e novos objetivos adicionados!

Concluindo…

Navegar é o verbo chave para um líder. O capitão, além de dominar a técnica, precisa ter uma alta sensibilidade e inteligência emocional. Para assim, conseguir escolher de forma consciente como agir em cada situação, levando em conta suas características pessoas para gerir o incontrolável – ventos, marés e chuvas. Para qualquer líder, esta sensibilidade é crucial. Ler cenários e saber aplicar o estilo que a situação precisa. Horas de ser decisivo e autoritário ou mais democrático. Se você se envolve em uma decisão ou deixa para o encarregado decidir. A única constante neste processo é a adaptação.

Na PrimeSail, dizemos que liderar é se adaptar sempre. Para isso, estar consciente do seu perfil e o contexto a sua volta é essencial para fazer escolhas mais eficientes. Este é um desafio constante de autoconhecimento, experiências, autocrítica e feedback com pares, líderes e liderados.

Quer saber como podemos ajudar nesse desafio para os líderes da sua empresa? Fala com a gente!

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De |2019-02-01T11:45:08+00:00janeiro 30th, 2019|Categorias: Liderança|0 Comentários

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